Sabe, Chico, – assim não se chama a um Santo –, mas a um amigo.

Mas é que, Chico, eu ainda era criança quando ouvi tua oração
e aquilo era tão perto de mim, me dizia tanto:
me comoveu ao infinito.

(Ó Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz)

Me comoveu tanto, Chico, que tu me parecerias tão igual:
os santos haviam descido dos céus: foi um deslumbramento!

Mas o que eu não me dava conta – e nunca entendi ao certo
é por que  essa igualdade se perdeu lá pela minha infância.

Chico, meu irmão, salva a minha fé, senão em Deus, nos homens.

Senão nos homens, no menino que ouviu tua oração
e guardou o mundo numa película de cristal a se partir.